A transferência embrionária é uma das etapas mais aguardadas da FIV. Saiba como e quando o procedimento acontece.
A transferência embrionária é o ápice do tratamento de Fertilização in Vitro (FIV). Para muitas mulheres, este é o momento mais esperado, pois simboliza a possibilidade concreta de alcançar a gestação após semanas de estimulação ovariana, coleta dos óvulos, fecundação e cultivo embrionário.
Esse procedimento, no entanto, também é um dos mais delicados de toda a jornada do tratamento. A decisão sobre quais embriões transferir e em qual quantidade, bem como o momento ideal exige uma análise criteriosa da equipe médica, sempre priorizando a segurança da mãe e do futuro bebê.
Além disso, a transferência embrionária envolve protocolos bem estabelecidos, desde a preparação endometrial até os cuidados pós-procedimento, o que garante maior eficiência do tratamento. Desta forma, compreender cada etapa da transferência embrionária é fundamental para o casal que vivencia esse processo.
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Índice
Como funciona a transferência de embriões?
O primeiro passo para a transferência embrionária consiste na definição da quantidade e da qualidade dos embriões que serão transferidos. Essa escolha leva em consideração a idade materna, seu histórico reprodutivo e a tentativa de equilibrar o aumento das chances de gravidez com a prevenção de gestações múltiplas.
Pouco antes do procedimento, a paciente ingere água para encher a bexiga, o que facilita a visualização do útero no ultrassom e torna mais simples a passagem do cateter que será utilizado.
Em seguida, a paciente é posicionada na sala de procedimento, ambiente que une alta tecnologia a condições de conforto e segurança, e nesse momento começa de fato a transferência embrionária.
O médico realiza a limpeza do colo uterino e avalia o trajeto do cateter-guia, garantindo que a passagem seja feita de maneira delicada e precisa. Nesse momento, os embriões são transportados do laboratório até a sala de procedimento no interior de um cateter de calibre mais fino e acoplado a uma seringa.
Com o auxílio do ultrassom, sob visualização direta, o especialista introduz o cateter interno dentro do cateter-guia e deposita (injeta) os embriões diretamente no endométrio, camada interna do útero preparada para recebê-los.
Após a transferência, o cateter interno é analisado ao microscópio para confirmar que nenhum embrião permaneceu retido. A paciente então é orientada sobre os cuidados a tomar e a aguardar cerca de 9 a 12 dias para realizar o exame de sangue (beta-hCG), que confirmará a gestação.
Quantidade de embriões que podem ser transferidos
É comum que algumas pessoas associem a FIV à gestação gemelar. Esse mito surge da ideia de que vários embriões são sempre transferidos, mas, na prática, o número é controlado por critérios médicos e éticos, respeitando limites de acordo com a idade da paciente.
O objetivo, ao determinar a quantidade de embriões durante a transferência embrionária, é equilibrar a taxa de sucesso e a viabilidade de pelo menos um deles, reduzindo riscos de gestações múltiplas (que, na prática, são consideradas gestações de alto risco). Essa determinação segue a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) n.º 2.320/2022.
A seguir, veja como funciona em cada idade.
Até 37 anos
O CFM determina que mulheres com até 37 anos podem receber até dois embriões, dado que a qualidade embrionária nessa faixa etária tende a ser mais elevada.
Acima de 37 anos
Para mulheres acima de 37 anos, a transferência embrionária pode incluir até três embriões. Isso ocorre porque, após essa idade, há uma queda mais importante da qualidade dos embriões.
Vale lembrar que, no caso de embriões geneticamente analisados, limita-se a transferência de, no máximo, 2 embriões, independentemente da idade materna.
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Transferência de embriões congelados ou a fresco: qual é a melhor?
Com os avanços da vitrificação, técnica moderna de congelamento rápido, os embriões podem ser preservados sem perda de qualidade. Essa técnica mantém a estrutura celular intacta, garantindo que o embrião mantenha suas condições adequadas mesmo após o descongelamento.
Sendo assim, estudos demonstram que as taxas de sucesso com embriões congelados são semelhantes às obtidas com embriões frescos. Isso significa que a transferência embrionária após o descongelamento dos embriões pode ser realizada sem comprometer os resultados do tratamento.
Atualmente, estima-se que o índice de sucesso ultrapasse 60% quando os embriões vitrificados apresentam boa classificação morfológica, o que reforça a eficácia dessa técnica em laboratórios especializados.
O que acontece após a transferência do embrião?
Após a transferência embrionária, o organismo da mulher inicia um período de adaptação endometrial para permitir a implantação. Nesse processo, fatores hormonais, como o suporte de progesterona, auxiliam na receptividade do útero.
O exame de sangue (beta-hCG) é realizado aproximadamente 9 a 12 dias após o procedimento, sendo o parâmetro mais confiável para confirmar a gestação.
Quais são os riscos nas transferências de embriões?
Embora seja considerada segura, a transferência embrionária pode apresentar falhas, como a não implantação do embrião. Além disso, há risco de gestação múltipla (especialmente quando mais de um embrião é transferido, mas também originária da divisão de um único embrião) e de gestação ectópica, que é a migração do embrião através da tuba e sua implantação em um local diferente do endométrio.
De uma forma geral, os riscos do procedimento são mínimos, mas incluem desconforto abdominal leve e raras complicações associadas à manipulação uterina.
Cuidados pós-transferência embrionária
Após o procedimento, alguns cuidados podem ser recomendados, visando à segurança da paciente, além da otimização das taxas de sucesso, como:
- Evitar esforço físico intenso;
- Manter uma alimentação equilibrada;
- Cumprir rigorosamente o uso da medicação prescrita;
- Reduzir o estresse;
- Realizar os exames de seguimento propostos.
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Fontes:
Mater Prime.




