Tudo o que você precisa saber sobre cauterização e tratamentos de reprodução assistida
A cauterização do colo do útero é um procedimento simples, utilizado para tratar inflamações e pequenas lesões na região cervical. Muitas mulheres que passaram pelo procedimento têm dúvidas sobre se quem já fez cauterização pode fazer fertilização. É sobre este tema que trata o texto a seguir.
Índice
O que é a cauterização do colo do útero?
A cauterização do colo do útero, também chamada de cauterização cervical, é um procedimento médico usado para tratar células anormais ou problemas no colo do útero, como inflamação persistente, feridas no útero provocadas por HPV, alterações hormonais, entre outros. O procedimento é frequentemente realizado como parte do tratamento de condições pré-cancerosas ou cancerosas do colo do útero.
Durante o procedimento, calor, frio ou produtos químicos são aplicados na área afetada para remover ou destruir o tecido anormal. Isso ajuda o colo do útero a se curar e previne complicações futuras.
O processo é geralmente rápido, feito em um consultório médico, e pode causar um leve desconforto. A recuperação leva algumas semanas, durante as quais a paciente pode apresentar sangramento leve ou secreção.
É seguro fazer fertilização in vitro após cauterização?
Uma dúvida frequente entre as mulheres que passaram pelo procedimento e desejam fazer um tratamento de fertilização in vitro (FIV) é se quem já fez cauterização pode fazer fertilização. A resposta é: sim.
Depois da cicatrização completa, a FIV é considerada segura. A cauterização não interfere diretamente nos ovários, nas trompas ou na capacidade do útero de abrigar uma gestação.
O médico apenas costuma pedir um intervalo para que o colo do útero esteja totalmente recuperado, evitando desconfortos e garantindo que o ambiente esteja saudável.
Sendo assim, quem já fez cauterização pode fazer fertilização, desde que haja indicação médica e boas condições de saúde reprodutiva.
A cauterização atrapalha engravidar ou fazer FIV?
Quando uma paciente decide engravidar ou fazer fertilização in vitro e pergunta ao seu médico se quem já fez cauterização pode fazer fertilização ou engravidar, a resposta é sempre positiva.
Em relação à FIV, não há aumento do risco de falhas em mulheres que se submeteram à cauterização cervical. Isso ocorre porque a fertilização acontece em laboratório, sem envolver o colo do útero. Além disso, vale destacar que a cauterização não dificulta o preparo do endométrio para uma futura transferência embrionária na FIV.
Uma gestação espontânea também não é prejudicada pela cauterização — quando ela é feita de maneira correta e apenas em casos necessários —, pois o procedimento não afeta a fertilidade. No entanto, uma cauterização mal realizada pode bloquear o canal cervical e impedir a passagem dos espermatozoides para o útero, reduzindo as chances de fecundação.
Quanto tempo esperar após a cauterização para fazer FIV?
Como mencionado anteriormente, quem já fez cauterização pode fazer fertilização, mas é recomendado esperar um período de 30 a 60 dias, dependendo do tipo de cauterização que foi realizado e da recuperação da paciente.
Antes de iniciar qualquer tratamento de reprodução assistida, é fundamental que o médico ginecologista ou especialista em reprodução avalie a condição do colo do útero da paciente e certifique-se de que a área cauterizada está completamente curada.
Quais tipos de cauterização existem?
A cauterização do colo do útero pode ser feita por vários métodos, que incluem:
- Eletrocauterização: esse método envolve o uso de corrente elétrica para produzir calor interno, que destrói o tecido anormal;
- Criocauterização: destrói os tecidos anormais congelando-os com substâncias muito frias, como nitrogênio líquido ou dióxido de carbono;
- Cauterização química: neste método, uma solução química é aplicada no colo do útero;
- Cauterização a laser: vaporiza o tecido doente usando raios laser. Isso proporciona uma remoção de tecido muito específica.
Independentemente da técnica escolhida, quem já fez cauterização pode fazer fertilização, desde que siga as orientações médicas durante a recuperação.
Fontes:
Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)





