O que é blastocisto?

O blastocisto é o estágio mais avançado do embrião antes de sua implantação no útero. Saiba como ele se forma e as suas características.

Na fertilização in vitro (FIV), a fecundação do óvulo pelo espermatozoide é um dos momentos mais aguardados, mas o processo não se encerra aí. Após a união dos gametas, o embrião passa por diferentes fases de desenvolvimento em laboratório até alcançar um estágio mais estável e com maiores chances de sucesso para o tratamento.

Esse acompanhamento rigoroso é realizado por embriologistas capacitados, em uma clínica de reprodução humana especializada,  que avaliam cada etapa por meio da classificação embrionária. Quando o embrião chega ao estágio de blastocisto, geralmente entre o 5º e o 7º dia de cultivo, ele apresenta maior potencial para implantação e desenvolvimento saudável dentro do útero.

O que é o blastocisto?

O blastocisto é o estágio mais avançado do desenvolvimento embrionário em laboratório, caracterizado por uma estrutura celular mais complexa e organizada. Ele se forma por volta do quinto dia após a fecundação, quando o embrião já passou pela fase de clivagem e mórula. Nesse ponto, surge uma cavidade interna preenchida por fluido chamada blastocele.

Além da cavidade, o blastocisto apresenta dois componentes principais: a massa celular interna, que dará origem ao feto, e o trofoectoderma, responsável pela formação da placenta e membranas que sustentam a gravidez. Essa diferenciação celular torna o estágio do blastocisto essencial para aumentar as chances de sucesso em tratamentos de reprodução assistida.

Outro aspecto importante é que a análise do blastocisto é realizada com base em parâmetros de morfologia e viabilidade. A classificação embrionária nesta etapa permite identificar quais embriões possuem maior potencial de implantação, auxiliando os médicos na escolha mais precisa para sua transferência ao útero.

Diferença para outras fases do embrião

Como dito, o blastocisto representa a etapa mais avançada do embrião antes de sua implantação no endométrio. No entanto, até chegar a essa fase, o embrião passa por fases importantes como clivagem, mórula e blástula. Compreender essas diferenças é essencial para entender por que a fase de blastocisto é a escolha mais comum na maioria dos tratamentos de FIV, já que combina maturidade celular com maior capacidade de implantação.

Blastocisto x Mórula

A mórula se forma por volta do terceiro dia após a fecundação, quando o embrião apresenta entre 16 e 32 células compactadas. Diferentemente do blastocisto, nessa fase ainda não há diferenciação celular visível.

Com o passar dos dias, a mórula sofre transformações estruturais até formar a cavidade característica do blastocisto. É nesse ponto que o embrião passa de uma massa compacta de células para uma organização mais complexa, já com divisão clara entre massa celular interna e trofoectoderma.

Portanto, enquanto a mórula é considerada uma fase intermediária, o blastocisto representa o estágio mais desenvolvido, pronto para ser implantado no útero com maiores chances de gerar uma gestação saudável.

Blastocisto x Blástula

A blástula é um termo utilizado para descrever o embrião em fases iniciais de cavitação. No entanto, o blastocisto já é uma evolução dessa etapa, apresentando organização celular mais avançada.

Na blástula, há presença de uma cavidade central, mas ainda não ocorre a diferenciação clara da massa celular interna e do trofoectoderma. No blastocisto, essa diferenciação já está bem estabelecida, permitindo análise técnica mais detalhada por meio da classificação embrionária.

Assim, a diferença fundamental é que o blastocisto não é apenas uma cavidade embrionária, mas sim um estágio definido de desenvolvimento, com estruturas que determinam o potencial de implantação e formação do feto.

Em que dia ocorre o blastocisto?

O estágio de blastocisto pode surgir entre o 5º e o 7º dia após a fecundação. A contagem dos dias é essencial, pois cada estágio revela informações diferentes sobre a viabilidade embrionária.

Blastocisto de 5º dia

No quinto dia, o blastocisto geralmente já apresenta cavitação bem definida, com blastocele visível e início da diferenciação celular. A massa celular interna começa a se destacar, enquanto o trofoectoderma forma uma camada externa uniforme.

Este é o momento mais comum para a transferência embrionária em tratamentos de FIV, pois os embriões apresentam taxas mais altas de implantação.

Blastocisto de 6º dia

No sexto dia, o blastocisto alcança maior expansão. O blastocele está mais volumoso, e as células do trofoectoderma já mostram maior capacidade de aderência.

Essa evolução é importante, pois muitos embriões só alcançam viabilidade no sexto dia, sendo considerados aptos para transferência ou congelamento.

Blastocisto de 7º dia

O sétimo dia marca a etapa-limite do desenvolvimento in vitro. O blastocisto que completa seu desenvolvimento neste ponto geralmente tem taxas de implantação até 50% mais baixas devido à sua característica metabólica mais lenta. Apesar de sua qualidade inferior, os blastocistos de sétimo dia merecem ser transferidos quando não existirem embriões de melhor qualidade e são capazes de resultar em gravidez.

O que é um blastocisto euploide?

Um blastocisto euploide é aquele que possui número normal de cromossomos, condição essencial para o desenvolvimento saudável da gestação. A análise genética desse estágio pode ser realizada através de testes como o PGT-A, que detectam possíveis aneuploidias.

A presença de um blastocisto euploide aumenta as chances de implantação e reduz o risco de abortos espontâneos, já que embriões com alterações cromossômicas têm menor viabilidade.

Além disso, a combinação da avaliação genética com a classificação embrionária morfológica possibilita selecionar embriões com maior potencial de gerar uma gravidez de sucesso.

Implantação no útero

Após atingir o estágio de blastocisto, o próximo passo é a implantação no útero. Esse processo ocorre quando o embrião rompe a zona pelúcida e se adere ao endométrio, dando início à formação da placenta.

Esse momento é determinante para o início da gestação. A escolha de um blastocisto saudável e bem avaliado aumenta consideravelmente as chances de sucesso reprodutivo em pacientes submetidas à FIV.

 

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Fontes:

MSD Manuals

Mater Prime

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