Como o MAGENTA™ ajuda a identificar razões para falha de implantação?

Conheça o MAGENTA™ e saiba como essa tecnologia tem contribuído para o sucesso dos tratamentos de reprodução humana

A tecnologia tem transformado a forma como lidamos com diagnósticos e tratamentos em diversas áreas da saúde. Na reprodução humana, o uso de softwares de inteligência artificial vem se consolidando como um recurso que amplia a precisão das análises e as técnicas de seleção embrionária.

Essa evolução trouxe maior previsibilidade e segurança aos procedimentos, auxiliando médicos e pacientes a encontrarem o caminho mais adequado dentro dos tratamentos de FIV.

Entre essas inovações está o MAGENTA™, uma ferramenta tecnológica que vem se destacando no cenário internacional e já integra a rotina de laboratórios especializados. Baseado em inteligência artificial, ele auxilia na identificação de padrões relacionados à qualidade dos óvulos, oferecendo dados que ajudam a explicar falhas de fertilização e desenvolvimento embrionário, colaborando para o entendimento das possíveis limitações em um tratamento de reprodução assistida.

O que é a falha de implantação?

A FIV se inicia a partir da coleta dos óvulos da paciente e dos espermatozoides do parceiro ou de um doador. Após a fecundação em laboratório, os embriões são cultivados até atingirem o estágio ideal para sua transferência ao útero da paciente.

Um dos momentos mais determinantes desse processo é justamente a transferência embrionária. O sucesso do tratamento depende de que o embrião consiga se implantar corretamente na cavidade uterina. Apenas a partir dessa etapa é possível que a gravidez evolua normalmente.

A falha de implantação ocorre quando o embrião, mesmo apresentando condições iniciais favoráveis, não consegue se aderir à parede uterina ou interrompe seu desenvolvimento logo após essa tentativa.

Essa falha pode ter diversas origens, envolvendo desde a qualidade do óvulo e do espermatozoide até alterações no endométrio ou fatores imunológicos, tornando interessante uma investigação detalhada que tem ajudado no entendimento de alguns fatores com o auxílio do MAGENTA™.

Causas da falha de implantação

Detectar o motivo da falha de implantação é essencial para ajustar o tratamento e ampliar as chances de sucesso em ciclos futuros de FIV. O processo é multifatorial, e diferentes condições podem estar envolvidas.

A idade materna é um dos fatores mais relevantes. Mulheres acima dos 35 anos apresentam maior risco de alterações cromossômicas nos óvulos, o que compromete o desenvolvimento embrionário e, consequentemente, a implantação.

Já os fatores masculinos podem estar ligados à fragmentação do DNA espermático, alterações morfológicas e baixa motilidade, que influenciam a qualidade do embrião resultante.

Também é necessário avaliar fatores uterinos e tubários, que podem impactar diretamente o ambiente de implantação, como:

Quando falamos sobre a falha de implantação, também devemos nos atentar ao encontro correto da janela de implantação e a transferência do embrião. Essa janela corresponde ao intervalo em que o endométrio apresenta condições ideais para a fixação embrionária. Ainda que o útero esteja saudável e o embrião apresente boa qualidade, a implantação pode não ocorrer caso a transferência seja realizada fora desse período. Alterações hormonais ou falhas na administração dos medicamentos utilizados na FIV também podem interferir nesse processo.

No entanto, acredita-se que entre 70% e 80% dos casos de falha de implantação estejam relacionados a fatores embrionários. Isso ocorre porque, para que a implantação seja bem-sucedida, o embrião precisa possuir uma carga genética compatível, apresentar expressão adequada dessa informação e demonstrar potencial celular para a continuidade das divisões.

Compreender melhor as características do embrião, tais como seu estágio de desenvolvimento, morfologia e possibilidade de análise genética, torna-se essencial para avaliar seu potencial reprodutivo. E é justamente nesse ponto que o MAGENTA™ se mostra um aliado relevante.

Como o MAGENTA™ ajuda a identificar o fator limitante?

O MAGENTA™, desenvolvido pela Future Fertility, é um software de inteligência artificial acoplado à incubadora de embriões. Ele utiliza técnicas de machine learning para reconhecer padrões em imagens de óvulos que não são perceptíveis ao olho humano.

Para desenvolver esse recurso, mais de 150.000 imagens de oócitos de diferentes perfis de pacientes foram analisadas. O sistema de IA do MAGENTA™ foi treinado para identificar quais características dos óvulos estão mais associadas à formação de blastocistos viáveis — embriões de cinco a seis dias de desenvolvimento.

Na prática, quando novas imagens de óvulos são enviadas ao sistema, o MAGENTA™ compara essas informações com o seu banco de dados, atribuindo uma pontuação entre 0 e 10 que corresponde à probabilidade de aquele óvulo gerar um blastocisto. Quanto maior a pontuação, maior a chance de desenvolvimento embrionário bem-sucedido.

Além da avaliação técnica, o relatório gerado pelo MAGENTA™ foi projetado para ser compreensível também para o paciente. Dessa forma, o casal consegue visualizar de maneira clara o desempenho de seus óvulos, o que promove maior transparência e segurança nas decisões junto ao médico.

O MAGENTA™ é especialmente útil em casos de falhas anteriores de implantação, pois permite compreender com mais profundidade se o fator limitante está relacionado à qualidade dos óvulos. Com essa informação, a paciente pode adotar estratégias mais eficazes ao seu caso, sempre em conjunto com o especialista em reprodução assistida.

 

Para saber mais, entre em contato com a  clínica de reprodução humana Mater Prime e agende uma consulta.

 

Fontes:

Future Fertility;

Mater Prime.

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