Uso da imunoglobulina na FIV: como esse tratamento pode ajudar após falhas de implantação

Terapia tem sido indicada como uma opção de tratamento em alguns casos

A imunoglobulina intravenosa (IVIg) é uma terapia utilizada em diversas condições autoimunes. Esse tratamento pode ajudar a controlar a atividade imune, reduzir inflamações e promover maior estabilidade clínica em pacientes que convivem com essas doenças.

No campo da fertilidade, alguns profissionais a utilizam, de forma individualizada, para pacientes que apresentam abortos recorrentes ou múltiplas falhas de implantação após a fertilização in vitro (FIV).

É uma terapia relativamente avançada e geralmente utilizada após ou em conjunto com diversas outras terapias para melhorar a implantação. Acredita-se que a terapia com imunoglobulina para FIV suprima o sistema imunológico da mulher, que pode estar atacando o embrião, confundindo-o com um corpo estranho.

O texto a seguir explica como é feito o uso da imunoglobulina para FIV.

Quando o uso da imunoglobulina pode ser tentado após falhas de implantação?

O uso da imunoglobulina para FIV é considerado nos seguintes casos:

  • Mulheres que testaram positivo para células NK (natural killers) e que sofreram múltiplos abortos espontâneos ou falhas de implantação;
  • Presença de autoanticorpos que possam dificultar a implantação;
  • Histórico de doenças autoimunes ou inflamatórias associadas à infertilidade;
  • Alterações imunológicas detectadas em testes endometriais avançados.

Nesses casos, a imunoglobulina para FIV pode atuar modulando a resposta imunológica, reduzindo processos inflamatórios e ajudando a criar um ambiente mais favorável para que o embrião se fixe no útero.

No entanto, é recomendável que o uso da imunoglobulina para FIV considere alguns critérios, como:

  • A região pélvica deve estar livre de condições como endometriose, miomas, pólipos ou adenomiose;
  • O embrião a ser transferido deve ser testado geneticamente e confirmado como um embrião euploide;
  • Outras possíveis causas de abortos espontâneos recorrentes ou falhas de implantação devem ser investigadas e descartadas.

Como é definida a dose de imunoglobulina para FIV e o que esperar do tratamento?

A imunoglobulina para FIV é administrada por via intravenosa muito lentamente. Recomenda-se que ela seja administrada antes da transferência do embrião e, em seguida, mais duas vezes após um teste de gravidez positivo por cerca de seis a oito semanas.

No decorrer do tratamento, o médico observa:

  • Resposta imunológica à terapia;
  • A necessidade ou não de ajustes no protocolo;
  • Possíveis efeitos colaterais, geralmente leves e transitórios.

O uso da imunoglobulina para FIV não garante uma gestação de sucesso, pois outros fatores devem ser considerados, como a qualidade do embrião, mas ele pode ser uma alternativa para casos selecionados.

A Mater Prime personaliza o tratamento para cada paciente

Na Mater Prime, a indicação da imunoglobulina para FIV é feita de maneira criteriosa. A equipe realiza uma investigação detalhada para identificar se há real necessidade do uso dessa terapia, evitando indicações desnecessárias e garantindo a segurança da paciente.

 

 

Fontes

National Library of Medicine

Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva

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