Com o cuidado adequado, é possível obter uma gestação de sucesso
Descobrir que um embrião está evoluindo mais devagar do que o esperado na fertilização in vitro (FIV) costuma gerar dúvidas, mas esse é um cenário mais comum do que parece. O ritmo de desenvolvimento pode variar de embrião para embrião, e um atraso nem sempre significa que ele não tem potencial.
No texto a seguir, descubra o que fazer quando o embrião apresenta um desenvolvimento lento na FIV.
Índice
O que significa ter um embrião com desenvolvimento lento na FIV?
Quando falamos em um embrião com desenvolvimento lento na FIV, significa que ele não atingiu os marcos esperados de divisão celular ou maturação no tempo habitual durante o cultivo em laboratório. Ou seja, ele não está progredindo na mesma velocidade que a maioria dos embriões — em vez de atingir o estágio de blastocisto no dia 5, ele atinge no dia 6 ou 7.
Se o embrião estiver se desenvolvendo lentamente, não atingindo o estágio de blastocisto até o 6º dia, a “janela de oportunidade” para a implantação pode ser perdida. Devido à implantação ser uma interação altamente complexa e orquestrada entre o revestimento do útero e as células do blastocisto, a transferência de embriões com desenvolvimento lento na FIV reduz a probabilidade de gravidez, mas não impede que ela ocorra.
Principais fatores que podem influenciar o desenvolvimento lento dos embriões na FIV
Não se sabe ao certo as causas que levam a um embrião com desenvolvimento lento na FIV, mas acredita-se que elas podem estar relacionadas aos seguintes fatores:
Idade materna
A idade é o fator que mais impacta a qualidade dos embriões. Após os 35 anos, a reserva ovariana diminui tanto em quantidade quanto em qualidade. Os óvulos ficam mais propensos a anomalias cromossômicas e o processo de divisão celular torna-se instável, podendo resultar na formação de embriões com desenvolvimento lento na FIV.
Em mulheres com mais de 40 anos, o risco de embriões anormais aumenta significativamente e a taxa de sucesso da fertilização in vitro também diminui consideravelmente.
Tempo e condições de cultivo
Os embriões são muito sensíveis às condições de cultivo. Se o ambiente do laboratório não for rigorosamente controlado em termos de temperatura, pH, umidade ou concentração de gases, os embriões podem ser danificados.
Mesmo uma pequena alteração nas condições de cultivo pode reduzir significativamente a taxa de sucesso do desenvolvimento embrionário, gerando um embrião de desenvolvimento lento na FIV. Portanto, a qualidade do laboratório e a habilidade do embriologista desempenham um papel extremamente importante.
Qualidade dos óvulos e dos espermatozoides
A maturidade dos óvulos e a qualidade dos espermatozoides influenciam os estágios iniciais do desenvolvimento embrionário. Óvulos ligeiramente imaturos no momento da coleta ou espermatozoides com danos sutis no DNA podem produzir embriões de desenvolvimento lento na FIV.
Padrão de divisão celular observado no laboratório
Às vezes, durante as primeiras divisões do embrião, a célula, em vez de se dividir em duas partes iguais, acaba se dividindo em três. Quando isso acontece logo na primeira divisão, aumenta a chance de haver uma parada no desenvolvimento do embrião.
Outro problema possível é quando a célula não se divide, mas o núcleo continua se replicando, gerando cromossomos extras dentro da mesma célula. Se isso acontecer em muitas células, o embrião tende a parar de se desenvolver; mas se aparecer só em algumas células, ele ainda pode continuar evoluindo até o estágio de blastocisto.
Analisar o padrão de divisão celular ajuda a prever o potencial de desenvolvimento do embrião. Mesmo quando há um embrião com desenvolvimento lento na FIV, se as células se dividem de forma simétrica, há mais chances de evolução positiva.
Composição genética do embrião
Anomalias genéticas tanto nos óvulos quanto nos espermatozoides podem impedir o desenvolvimento normal do embrião, ocasionando um embrião com desenvolvimento lento na FIV. Anomalias cromossômicas, como deleções, duplicações ou anomalias numéricas, podem ocorrer imediatamente após a fertilização. Como resultado, o embrião não se desenvolve mais ou, se ele se desenvolve, a capacidade de implantação e de formação de uma gravidez é baixa.
Condições uterinas e hormonais da paciente
Algumas doenças ginecológicas e sistêmicas têm um impacto negativo na qualidade do embrião. Por exemplo, a síndrome dos ovários policísticos (SOP) dificulta a maturação completa dos óvulos, e a endometriose causa um ambiente inflamatório — as duas condições podem levar à formação de um embrião com desenvolvimento lento na FIV. Além disso, diabetes, distúrbios da tireoide ou desequilíbrios hormonais também são fatores que dificultam o processo de formação de embriões saudáveis.
A Mater Prime avalia o desenvolvimento de cada embrião com tecnologia e acompanhamento individualizado
A parada do desenvolvimento embrionário nem sempre pode ser evitada, mas algumas estratégias podem diminuir as chances desse tipo de falha.
Na Mater Prime, cada embrião é analisado cuidadosamente com tecnologia avançada, como a EmbryoScope, uma incubadora com time-lapse que permite a observação contínua e ininterrupta dos estágios de desenvolvimento embrionário, eliminando a necessidade de remover o embrião do meio de cultura.
Com essa técnica, os embriologistas podem selecionar o melhor embrião para transferência com base em seu crescimento e divisão celular, o que aumenta a probabilidade de implantação e gravidez bem-sucedidas.
Com esse acompanhamento, a equipe consegue tomar decisões individualizadas, aumentando as chances de até mesmo um embrião com desenvolvimento lento na FIV poder avançar, chegar a blastocisto e, em alguns casos, resultar em uma gestação.
Fontes
Mayo Clinic
Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva





