A reprodução humana envolve várias fases, e uma das mais relevantes é a clivagem, processo que ocorre logo após a fecundação
O processo reprodutivo é composto por várias etapas sequenciais, que vão desde a maturação dos gametas até a implantação do embrião no útero. Entre essas fases, uma das mais importantes e menos conhecidas é a clivagem, que ocorre logo após a fecundação e marca o início das divisões celulares que darão origem ao embrião.
A fecundação começa quando o espermatozoide penetra o óvulo maduro, formando uma nova célula chamada zigoto. Esse encontro ocorre geralmente na tuba uterina, e, a partir desse momento, uma série de processos celulares e genéticos é desencadeada, levando ao início da gestação. O embrião resultante precisa passar por etapas específicas para atingir o estágio de blastocisto, quando está apto para se implantar no endométrio.
O zigoto, portanto, é a primeira forma de um novo indivíduo, composta pela fusão do material genético masculino e feminino. É nesse estágio inicial que ocorre a clivagem, o processo inicial de divisão e multiplicação celular.
Índice
O que é a clivagem do zigoto?
Após a fecundação, o zigoto contém 46 cromossomos, sendo metade herdada do óvulo e metade do espermatozoide. Essa combinação garante a variabilidade genética e marca o início do desenvolvimento embrionário.
O zigoto é uma célula única, mas com grande capacidade de divisão e diferenciação. Seu objetivo nas primeiras horas após a fecundação é se multiplicar — sem necessariamente aumentar de tamanho, mas sim gerar mais células, chamadas blastômeros. É nesse ponto que a clivagem acontece.
A clivagem do zigoto corresponde às divisões celulares consecutivas que ocorrem dentro das primeiras horas e dias após a fecundação. Diferentemente de outros processos celulares, durante a clivagem o embrião não cresce em tamanho total. Nesse momento, a célula inicial se divide repetidamente, aumentando o número de células e mantendo o mesmo volume total.
Por volta do 3º ao 4º dia após a fecundação, o embrião já apresenta entre 16 e 32 células e passa a ser denominado mórula, uma estrutura compacta com aparência semelhante à de uma amora. Essa transição marca um dos estágios mais importantes da reprodução, pois a partir dela o embrião evoluirá para o blastocisto.
O zigoto leva, em média, de dois a quatro dias para chegar até a cavidade uterina. Quando alcança o útero, encontra-se geralmente no estágio de blastocisto, composto por uma camada externa chamada trofoectoderma (responsável pela formação da placenta) e uma massa celular interna (que dará origem ao feto). O blastocisto é o estágio no qual a implantação no endométrio ocorre, dando início à gestação propriamente dita.
Quais etapas acontecem após a clivagem?
A clivagem é apenas a primeira de várias etapas necessárias para o desenvolvimento embrionário. A sequência a seguir mostra os principais estágios a partir da clivagem até que se alcance o início da gravidez:
- Clivagem: divisões celulares sucessivas sem aumento de tamanho;
- Mórula: estágio com 16 a 32 células;
- Blastocisto: diferenciação celular e preparo para implantação;
- Implantação: fixação do embrião no endométrio, início da gestação clínica.
A clivagem é diferente na reprodução assistida?
Na reprodução assistida, especialmente na Fertilização in Vitro (FIV), a principal diferença está no ambiente em que os gametas se encontram. Enquanto na reprodução espontânea a fecundação ocorre na tuba uterina, nos tratamentos de FIV a união entre óvulo e espermatozoide acontece em laboratório, sob condições controladas.
Nesses casos, a clivagem ocorre em incubadoras preparadas para simular o ambiente materno. O embrião pode ser acompanhado desde as primeiras divisões até o estágio de blastocisto, antes mesmo de ser transferido para o útero. Essa observação contínua oferece dados valiosos para selecionar os embriões com maior potencial de desenvolvimento.
Durante a clivagem, especialistas em embriologia monitoram o ritmo das divisões celulares e identificam características associadas à viabilidade e classificação embrionária. A análise detalhada torna possível decidir, junto com o médico-assistente e a paciente, se a transferência será feita em estágios iniciais ou quando o embrião já alcançou a fase de blastocisto, considerada a mais favorável na maioria dos protocolos atuais.
Transferência do blastocisto
A transferência de embriões no estágio de blastocisto traz vantagens importantes, como maior sincronia entre o desenvolvimento embrionário e o endométrio materno, além de permitir uma seleção mais refinada dos embriões com melhor qualidade. Isso pode resultar em maiores taxas de implantação e maior previsibilidade do tratamento. Neste estágio, também é possível realizar a biópsia do blastocisto para fazer um estudo genético do embrião.
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Fontes:
Mater Prime




