As chances de sucesso da FIV com apenas um embrião variam conforme a idade da mulher, a qualidade embrionária e as condições uterinas
A transferência de um único embrião é uma prática cada vez mais comum nos tratamentos de reprodução humana assistida, uma consequência dos avanços na seleção embrionária e da cultura em blastocisto. Entretanto, muitas pacientes podem ficar com dúvidas em relação às chances da FIV com 1embrião e quando essa estratégia é recomendada.
Compreender os fatores que influenciam o sucesso da fertilização in vitro ajuda a alinhar as expectativas do casal, bem como compreender quando as chances da FIV com 1 embrião são favoráveis. A seguir, entenda melhor sobre o assunto.
Índice
Quais são as chances de engravidar com apenas 1 embrião na FIV?
As chances da FIV com 1 embrião variam principalmente de acordo com a idade da paciente e a qualidade do embrião transferido. Em mulheres com menos de 35 anos e embriões de excelente qualidade, as taxas de sucesso por transferência costumam ser elevadas (muitas vezes, semelhantes às de transferir dois embriões), graças à precisão na seleção embrionária e às técnicas laboratoriais avançadas.
Por outro lado, quando a paciente tem idade mais avançada ou quando o embrião apresenta qualidade intermediária, as taxas naturalmente diminuem. Ainda assim, a transferência única continua sendo uma escolha segura, especialmente quando o objetivo é reduzir o risco de gestação múltipla e preservar a saúde materno-fetal.
Quando a FIV com 1 embrião é indicada?
A transferência única costuma ser indicada quando existe pelo menos um embrião de alta qualidade, especialmente em blastocisto e/ou analisado por PGT-A. Esse cenário oferece uma boa chance de a FIV com 1 embrião ser bem-sucedida, tornando desnecessário o risco adicional da transferência dupla.
Além disso, mulheres jovens, pacientes com boa reserva ovariana e pessoas que desejam minimizar a chance de gêmeos geralmente se beneficiam dessa abordagem. Clínicas que adotam protocolos modernos e priorizam a segurança tendem a recomendar a transferência de apenas um embrião sempre que possível.
Em quais casos a FIV com dois ou mais embriões é indicada?
A transferência de dois embriões pode ser considerada em pacientes com prognóstico reduzido, idade materna avançada de mulheres que optaram por não fazer estudo genético do embrião, uso de embriões em D3 antes do estágio de blastocisto, entre outras. Nesses cenários, as chances da FIV com 1 embrião são menores, e a adoção de dois embriões pode ampliar discretamente o potencial de sucesso — embora aumente o risco de gravidez gemelar.
A decisão por transferir mais de um embrião deve ser bastante criteriosa, já que, como mencionado, transferir mais embriões aumenta significativamente o risco de haver gestação múltipla, o que pode trazer complicações obstétricas. Por isso, a recomendação é sempre baseada no equilíbrio entre potencial de sucesso e segurança materno-fetal.
Um único embrião pode se dividir e gerar gêmeos na FIV?
Sim. Embora seja um evento raro, um único embrião pode se dividir após a transferência e originar gêmeos idênticos. Esse fenômeno pode ocorrer tanto em gestações espontâneas quanto nas derivadas de tratamentos de reprodução assistida, sem relação com erro ou falha no procedimento.
A divisão embrionária é um processo aleatório e imprevisível, que não tem relação alguma com as chances da FIV com 1 embrião. Mesmo sendo incomum, as equipes médicas monitoram a gestação de perto quando isso acontece, pois gestações gemelares apresentam riscos adicionais.
Quantas tentativas de fertilização in vitro costumam ser necessárias para engravidar?
O número necessário de tentativas varia amplamente entre pacientes, já que fatores como idade, reserva ovariana, causa da infertilidade e qualidade embrionária influenciam diretamente os resultados. Em média, muitos casais conseguem engravidar com 1 a 3 ciclos.
Ainda assim, algumas situações exigem mais ciclos até haver um resultado positivo. A análise contínua dos protocolos, da resposta ovariana e das condições uterinas ajuda a ajustar a estratégia e otimizar as chances ao longo das tentativas.
Qual é o intervalo entre duas tentativas de FIV?
O intervalo entre um ciclo de FIV e outro depende do tipo de protocolo utilizado e da recuperação da paciente. Em geral, é possível realizar um novo ciclo já no mês seguinte, especialmente quando não houve complicações e o corpo da mulher respondeu bem à estimulação.
Quando a equipe avalia que é necessário algum ajuste — como otimização hormonal, investigação complementar ou recuperação do endométrio —, o intervalo pode ser maior. O objetivo é sempre garantir o momento mais seguro e propício para um novo ciclo.
Fonte:
Mater Prime.





