Cabergolina e FIV: em que momentos ela pode estar presente no tratamento?

Entenda como o uso da cabergolina pode auxiliar em diferentes etapas da fertilização in vitro

A relação entre cabergolina e FIV tem se tornado cada vez mais relevante, especialmente nos protocolos de reprodução assistida que exigem um cuidado maior com os níveis hormonais e com a resposta do organismo à estimulação ovariana. Essa medicação pode ser indicada em momentos específicos do tratamento, sempre sob orientação médica, para otimizar resultados e reduzir riscos.

O texto abaixo traz informações sobre os principais usos da cabergolina na FIV.

O que é a cabergolina e como ela age?

A cabergolina é uma medicação que trata os níveis elevados de prolactina, um hormônio que ajuda a regular o ciclo menstrual, a lactação e a fertilidade. Níveis excessivos de prolactina (condição chamada de hiperprolactinemia) podem causar infertilidade, alterações na libido ou no desempenho sexual, e perda óssea.

Trata-se de um medicamento agonista do receptor de dopamina, o que significa que ele estimula a liberação de dopamina no cérebro. A dopamina atua reduzindo os níveis de prolactina no corpo, aliviando os sintomas do excesso do hormônio.

O uso de cabergolina geralmente é interrompido quando os níveis de prolactina se normalizam por seis meses — mas pode ser retomado se os sintomas reaparecerem.

Usos da cabergolina na FIV

No contexto da cabergolina e FIV, o medicamento pode ser utilizado tanto antes quanto durante o tratamento, para as seguintes situações:

Controle da prolactina elevada (antes da FIV)

A cabergolina é um tratamento considerado padrão para a hiperprolactinemia, que pode causar infertilidade e ciclos menstruais irregulares. Nesses casos, sua eficácia está em restaurar a ovulação e aumentar as chances de concepção, ou seja, com a cabergolina, a FIV tem mais chances de sucesso.

Prevenção da síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO)

A síndrome de hiperestimulação ovariana é a complicação mais grave e potencialmente fatal associada à estimulação ovariana durante protocolos de reprodução assistida.

A cabergolina, na FIV, é utilizada principalmente como medida preventiva contra a SHO em mulheres de alto risco. Ela age reduzindo o aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos causado pelos altos níveis do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) associados à estimulação ovariana.

Evitar a retenção de líquido e aliviar sintomas relacionados à estimulação ovariana intensa

Em alguns casos, o uso curto e controlado da cabergolina — feito sob supervisão médica — ajuda a evitar a retenção de líquido e a aliviar desconfortos associados à estimulação intensa, como inchaço abdominal, sensação de peso na barriga e dor pélvica.

O medicamento ajuda a reduzir a permeabilidade dos vasos sanguíneos e, ao diminuir o extravasamento de líquido dos vasos para os tecidos, contribui para aliviar esses sintomas.

A cabergolina é segura durante o tratamento de FIV?

Quando usada corretamente e sob orientação de um especialista, a cabergolina é considerada segura e eficaz. Cada pessoa responde de forma diferente ao tratamento; portanto, cabe ao médico avaliar a necessidade e o tempo de uso conforme o quadro clínico da paciente. Por isso, a relação entre cabergolina e FIV deve sempre estar associada a um acompanhamento individualizado, com monitoramento constante da resposta ao tratamento.

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A Mater Prime é uma clínica de reprodução assistida que conta com uma equipe multidisciplinar focada na criação de protocolos de tratamentos personalizados, que consideram a saúde geral da mulher e as particularidades de cada caso.

O uso da cabergolina na FIV é avaliado de forma criteriosa, com o objetivo de proporcionar mais segurança, equilíbrio hormonal e melhores taxas de sucesso no tratamento de reprodução assistida.

Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico especialista.

 

 

Fontes

Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva

Mayo Clinic

Sociedade Brasileira de Reprodução Humana

Blog

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Youtube Dr. Rodrigo Rosa

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